Uma revista conceituada, voltada a área da Educação, lança um concurso cultural que vai presentear a melhor resposta para pergunta: Por que você tem orgulho de ser professor?
A pergunta que não quer calar é: Como sentir orgulho de ser professor com a triste realidade vivida por esses profissionais?
A falta de respeito para com os docentes é algo revoltante.
As manchetes são muitas. A mídia fala de professores que são espancados por estudantes, pais que se omitem mesmo quando os filhos desrespeitam estes profissionais ou que ajudam a desmoralizá-los.
O caso da professora que foi espancada por ter dado nota baixa ao estudante, é tão deprimente que causa náuseas.
O respeito que eu tinha pelos meus professores, foi algo que eu trouxe de casa. Meus pais, mesmo com pouca instrução, ensinaram que a escola é a extensão da família. Eles diziam que os professores são autoridade na sala de aula e que mereciam todo respeito. Minha mãe sempre era a favor das minhas professoras. Se eu reclamasse de algo, ela resolvia comigo, em casa. Depois conversava com a professora, em particular, para saber o outro lado da história. Mas sempre, deixando claro o respeito que ela tem pelos mestres. Para minha mãe, professora deve ser tratada como uma segunda mãe. Hoje, como Assessor de Comunicação de uma escola particular, procuro passar para os estudantes os valores que recebi dos meus pais e professores.
Vejo a Educação falha que os estudantes têm a disposição, vejo a falta de qualificação de muitos professores, vejo o baixo investimento na área, vejo a pouca estrutura do Estado para resolver tudo isso. Entretanto, nada me deixa mais revoltado do que a falta de respeito da sociedade pelos mestres.
Lembrando dos meus professores que tanto me ajudaram a ser o cidadão que sou hoje, meus sinceros agradecimentos.
Eu tenho muito orgulho de vocês terem sido meus professores.
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quarta-feira, outubro 03, 2012
segunda-feira, junho 11, 2012
Orfãos de Pais Vivos
Há algum tempo a sociedade vem acompanhando o crescimento no quadro de depressão, transtornos alimentares, violência entre outros, que atinge crianças e adolescentes. Além disso, vemos jovens sem valores de família que valorizam mais o tênis de marca que o sentimento do outro. Jovens que não respeitam o meio onde vivem, os mais velhos, os professores... e nem a si mesmos.
O que está acontecendo? De quem é a culpa? Dos pais, da sociedade?
A Folha.com traz matéria que fala sobre o livro que o argentino Sergio Sinay, terapeuta, palestrante e pesquisador dos vínculos humanos escreveu sobre esse tema. Vale a pena conferir e também comprar o livro.
Abaixo um trecho:
Pais e mães abandonaram suas responsabilidades, diz autor
Sérgio Sinay, autor de "A Sociedade dos Filhos Órfãos",
afirma que, cada vez mais, pais e mães abandonam os filhos. No livro,
analisa as condições dos órfãos de pais vivos, uma nova modalidade de
orfandade.
Leia a matéria completa feita Folha. Clique aqui.
terça-feira, junho 05, 2012
O planeta do Amor
E não é que Vênus estará posicionado entre o Sol e a Terra. Segundo os cientistas, isso só ocorrerá novamente em 2117. Até lá, não haverá nem pó da minha humilde passagem pela Terra. rsrs
O fenômeno acontecerá hoje e amanhã. Lembrem-se de olhar para o céu.
O site do Estadão disponibilizou matéria super interessante sobre esse acontecimento.
Acesse: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,venus-vai-passar-entre-a-terra-e-o-sol,882281,0.htm
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terça-feira, abril 10, 2012
Professores vão ao Senado pedir suspensão da reforma ortográfica
Os professores Pasquale Cipro Neto e Ernani Pimentel estiveram na última quarta-feira no Senado para pedir a suspensão da reforma ortográfica, resultado de um acordo firmado em 1990 entre todos os países de língua portuguesa. O acordo foi assinado pelos países que tinham o português como língua oficial: Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste (que não era independente à época), Brasil e Portugal. As mudanças trazidas pelo acordo --como a ausência de acento na palavra "ideia"-- já são aplicadas aqui desde 2009, em período de "acomodação" que deve durar até o final deste ano. Para os professores, o conteúdo do acordo é de difícil aplicação por ser "ilógico" e contraditório. Eles condenaram também a forma como o acordo está sendo implantado no país e apontaram várias divergências entre as novas regras e o que está disposto no VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa), elaborado pela Academia Brasileira de Letras e usado como referência para verificar a grafia das palavras. Os professores querem que a adoção obrigatória do acordo no Brasil --que ocorre em janeiro do ano que vem-- seja suspensa. Dessa forma, haveria mais tempo para discutir mudanças no conteúdo, inclusive com os outros países signatários. "Como nós vamos costurar todo o imbróglio decorrente da adoção estapafúrdia dessa reforma ortográfica?", questionou Cipro Neto.
Fonte: Folha.com
Fonte: Folha.com
quarta-feira, fevereiro 29, 2012
O compositor Gioachino Rossini é homenageado no Google
terça-feira, fevereiro 07, 2012
Charles Dickens estampa página do Google
A bela imagem acima foi a forma carinhosa encontrada pelo Google para homenagear o talento de Charles Dickens, pelos seus 200 anos de nascimento.
O escritor inglês nasceu no dia 7 de fevereiro de 1812. Duas obras de Dickens ganharam imensa popularidade. São elas: Oliver Twist e David Copperfield.
O século XIX, com suas tradições vitorianas, foi muito bem representado nos livros de Dickens. Seus personagens inesquecíveis imortalizaram o gênio do autor.
segunda-feira, janeiro 30, 2012
MEC quer tablets nas escolas
Quando o computador começou a chegar nas escolas, no final da década de 80, ficava restrito às atividades administrativas. O equipamento passou a ser inserido no cotidiano dos alunos por meio dos antigos laboratórios de informática, ainda sem acesso à internet. Hoje, em plena era digital, a promessa é que, em pouco tempo, os tablets estejam nas mãos dos alunos disputando espaço com o quadro negro, livros e cadernos. Para isso, o Ministério da Educação (MEC) vai lançar este ano um edital para que as redes de ensino possam adquirir o equipamento a custo mais baixo, como fez com os laptops do programa Um Computador por Aluno (UCA).
Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.
Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.
sexta-feira, dezembro 16, 2011
Professores são educadores, não babás
Ron Clark e seus alunos: em defesa de mais cooperação entre pais e professores (Divulgação/Ron Clark Academy)
"Hoje, existe uma preocupação grande com a autoestima da criança. Por isso, muitas pessoas se veem obrigadas a dizer aos pequenos que eles fizeram um ótimo trabalho e que são brilhantes, mesmo quando isso não é verdade"
As ideias de Ron Clark parecem ser comungadas por grande parte do mundo acadêmico. A prova disso, é a proliferação dos textos que ele escreve, no qual descreve o grande caos que se encontra a educação no mundo. A começar pela falta de união entre escola e família.
Para saber mais sobre o trabalho de Ron Clark na Educação, clique aqui.
"Hoje, existe uma preocupação grande com a autoestima da criança. Por isso, muitas pessoas se veem obrigadas a dizer aos pequenos que eles fizeram um ótimo trabalho e que são brilhantes, mesmo quando isso não é verdade"
As ideias de Ron Clark parecem ser comungadas por grande parte do mundo acadêmico. A prova disso, é a proliferação dos textos que ele escreve, no qual descreve o grande caos que se encontra a educação no mundo. A começar pela falta de união entre escola e família.
Para saber mais sobre o trabalho de Ron Clark na Educação, clique aqui.
segunda-feira, novembro 28, 2011
Ataque de Amor
Meu amigo, Edu, de Sampa, enviou-me as imagens abaixo. Supostamente, trata-se de um protesto para a privatização da educação superior proposta em Bogotá. Os estudantes colombianos tiveram um comportamento muito inesperado com a polícia. Verdade ou não, é muito interessante. Veja:
segunda-feira, novembro 07, 2011
Google homenageia o 114º aniversário de Marie Curie
A física polonesa Marie Skodowska Curie (1867-1934) é a celebridade homenageada pela Google, hoje.
Curie foi a primeira mulher a ganhar o prêmio Nobel, conseguindo se destacar como pesquisadora numa época em que as universidades eram de domínio masculino.
Maria Curie com a colaboração do esposo, o físico, Pierre Curie, (1859-1906), “inventou” a radioatividade e descobriu novos elementos radioativos – o tório, o polônio e o rádio. Foi apenas a partir do trabalho dela que surgiu grande interesse pelos fenômenos radioativos.
Curie foi a primeira mulher a ganhar o prêmio Nobel, conseguindo se destacar como pesquisadora numa época em que as universidades eram de domínio masculino.
Maria Curie com a colaboração do esposo, o físico, Pierre Curie, (1859-1906), “inventou” a radioatividade e descobriu novos elementos radioativos – o tório, o polônio e o rádio. Foi apenas a partir do trabalho dela que surgiu grande interesse pelos fenômenos radioativos.
quinta-feira, novembro 03, 2011
Protesto na USP versus Educação de Berço
Isso mesmo! Será que haveria protesto na USP se os universitários tivessem educação de berço? Li o artigo do Thiago William Capucin, de Campinas - SP, leitor da Folha.com que levanta essa questão. O excelente texto, disponibilizado pelo site, é o depoimento de um brasileiro crítico que, como eu, não vê com bons olhos essa luta pela "liberdade de expressão", defendida pelos estudantes da USP.
Para mim é uma grande vergonha, ver universitários lutando por algo tão banal. A que ponto chegamos? Alunos defendendo o uso de entorpecente ao invés de protestarem contra a pobreza que assola muitos brasileiros ou contra a educação precária dos menos favorecidos? Que tipo de profissionais sairão dessa universidade?
A grande esperança é que somente a minoria dos universitários fazem parte dessa triste realidade. O restante são pessoas de bem, que podem e devem fazer grande diferença quando se tornarem profissionais das áreas que escolheram.
Para ler o excelente texto do Thiago William Capucin, clique aqui.
Parabéns Thiago. Precisamos de mais brasileiros lúcidos, como você.
Para mim é uma grande vergonha, ver universitários lutando por algo tão banal. A que ponto chegamos? Alunos defendendo o uso de entorpecente ao invés de protestarem contra a pobreza que assola muitos brasileiros ou contra a educação precária dos menos favorecidos? Que tipo de profissionais sairão dessa universidade?
A grande esperança é que somente a minoria dos universitários fazem parte dessa triste realidade. O restante são pessoas de bem, que podem e devem fazer grande diferença quando se tornarem profissionais das áreas que escolheram.
Para ler o excelente texto do Thiago William Capucin, clique aqui.
Parabéns Thiago. Precisamos de mais brasileiros lúcidos, como você.
sexta-feira, outubro 28, 2011
Nordestinos são atacados depois da falha do Enem
Depois da revelação de que o colégio particular Christus, de Fortaleza, aplicou um simulado com algumas questões idênticas às do Enem, jovens usuários do Twitter passaram a atacar os nordestinos, pela internet.
Alguns comentários infelizes dos internautas revoltados com a falha do Enem:
O usuário @GabrielReesende, de BH, escreveu: "galerinha que fez o Enem se f****, se fosse eles, soltava uma bomba no Nordeste que matava quem antecipou a prova e todos os nordestinos, kk". "os alunos do Colégio Christus que quiserem fazer a prova do Enem vão ter que fazer a prova na cadeia, por que eles não ficam por lá?".
O usuário "@_piolitcho", escreveu: "Enem pode ser cancelado, e graças a uma escola do Nordeste. Pqp, nordestinos malditos".
Frank Miglionico (@frankmiglionico) publicou: "Eu ia corrigir a prova do Enem, mas essa p**** podendo ser cancelada por causa de NORDESTINOS, desisti".
E assim, as pessoas se sentem no direito de julgar os outros, mesmo sem provas contundentes. E aproveitam o momento para destilar veneno. O problema com o Enem, virou desculpa para aumentar, mais ainda, o preconceito que já existe sobre os nordestinos.
Quando será que o RESPEITO, vai imperar nas relações humanas?
Para ler a excelente cobertura que o Estadão (www.estadao.com.br)fez, clique aqui.
Alguns comentários infelizes dos internautas revoltados com a falha do Enem:
O usuário @GabrielReesende, de BH, escreveu: "galerinha que fez o Enem se f****, se fosse eles, soltava uma bomba no Nordeste que matava quem antecipou a prova e todos os nordestinos, kk". "os alunos do Colégio Christus que quiserem fazer a prova do Enem vão ter que fazer a prova na cadeia, por que eles não ficam por lá?".
O usuário "@_piolitcho", escreveu: "Enem pode ser cancelado, e graças a uma escola do Nordeste. Pqp, nordestinos malditos".
Frank Miglionico (@frankmiglionico) publicou: "Eu ia corrigir a prova do Enem, mas essa p**** podendo ser cancelada por causa de NORDESTINOS, desisti".
E assim, as pessoas se sentem no direito de julgar os outros, mesmo sem provas contundentes. E aproveitam o momento para destilar veneno. O problema com o Enem, virou desculpa para aumentar, mais ainda, o preconceito que já existe sobre os nordestinos.
Quando será que o RESPEITO, vai imperar nas relações humanas?
Para ler a excelente cobertura que o Estadão (www.estadao.com.br)fez, clique aqui.
terça-feira, outubro 04, 2011
Greve de professores: Vergonha da Educação Brasileira
Hoje na Folha Online li a matéria de Josias de Souza, colunista da Folha de S.Paulo. Nela o colunista faz referências as greves que o corpo docente movimenta, que já se estendeu ao nordeste. Para mim, é grande vergonha para o nosso país, professores entrarem em greve para receber salário justo pelo trabalho tão importante que eles prestam. É absurdo!
Um pouco do texto do Josias de Souza:
No Ceará, até aluno faz ‘greve’ pelo piso de professor
Em greve há dois meses pela implantação do piso salarial da categoria, os professores do Ceará lidam com reações dicotômicas.
Na semana passada, foram recebidos na Assembléia Legislativa do Estado pela PM do governador "socialista" Cid Gomes.
Nesta semana, os golpes de cassetetes foram substituídos pelo afago embutido num gesto dos alunos de uma escola profissionalizante de Fortaleza.
Leia a matéria na íntegra clicando aqui.
Um pouco do texto do Josias de Souza:
No Ceará, até aluno faz ‘greve’ pelo piso de professor
Em greve há dois meses pela implantação do piso salarial da categoria, os professores do Ceará lidam com reações dicotômicas.
Na semana passada, foram recebidos na Assembléia Legislativa do Estado pela PM do governador "socialista" Cid Gomes.
Nesta semana, os golpes de cassetetes foram substituídos pelo afago embutido num gesto dos alunos de uma escola profissionalizante de Fortaleza.
Leia a matéria na íntegra clicando aqui.
quarta-feira, setembro 21, 2011
A Sensualidade em Alta
Como é triste ver nas manchetes a sensualidade em alta. Novelas que só alcançam altos níveis de audiência quando os atores promoverem cenas de sexo. Programas de auditório que exploram da sensualidade dos convidados. Que nível de cultura é essa que valoriza tanto a "genitália desnuda"?
O pior, ao meu ver, é que muitos atores se sentem constrangidos com tudo isso. A bela Cristiana Oliveira, eterna Juma de Pantanal, comentou certa vez que a nudez só é válida, quando supera a importância da história. Concordo com ela. Quando Juma aparecia sem roupa na novela era porque, a personagem vivia no mato e aparecia nua durante o banho de rio. Mas, promover cenas banais de sexo, simplesmente, por audiência, sem se preocupar mais com a história ou com quem estará assistindo as cenas, é no mínimo questionável.
O ator Pedro Cardoso, da Grande Família, até mobilizou os artistas contra essa onda de que, pelado, o ator consegue promover filmes, novelas entre outros. É absurdo! Fernanda Montenegro leva o público as lágrimas com interpretações marcantes nas quais, em nenhum momento, aproveita-se da nudez da atriz. A cena mais famosa de Carolina Dieckmann, focalizou apenas o rosto da artista, enquanto raspava o cabelo.
Se é para levar sexo banal para a TV, basta divulgar os filmes pornôs. Para que filmarem novas obras? A produção de pornografia está cada vez maior. Será que logo veremos novelas na sessão de filmes eróticos das locadoras de dvds?
E o mais triste é que o sexo está em alta mesmo. A mídia só fala disso. Ensinam que o ato sexual resolve todos os problemas. Para que usar cremes caros no rosto, ler bons livros, praticar a autoestima, preocupar-se com a espiritualidade? Bobagem! Basta transar com a primeira pessoa que passar pelo seu caminho.
É absurdo demais!
O Brasil é só um dos lugares que exaltam a indecência. A Finlândia por exemplo, promoveu um jogo de rúgbi, no qual os homens jogaram pelados contra mulheres. Estas últimas vestidas. O Mar Morto serviu de fundo para a cena de várias pessoas que entraram na água, peladas, em nome da consciência ambiental. E ainda querem dizer que é por boa causa. Recentemente, no Brasil, surfistas participaram de campeonato, pelados. Vemos belas mulheres autografando suas fotos de nú em seção de autógrafos promovidas pelas revistas de conteúdo adulto. Onde vamos parar?
Talvez, o excesso de nudez favoreça o surgimento do encanto pelo pudor. A História do Mundo tem muito disso. Em Roma o bacanal, com nudez e bizarrices era normal. Com o Cristianismo tudo acabou. Na idade média, as pessoas se vestiam com muito tecido. As mulheres usavam várias peças por baixo do vestido. Nem o tornozelo podia ser mostrado. E como tudo na vida tem seus altos e baixo, pode ser que a nudez perca um pouco do interesse público.
Quem sabe isso acontecerá quando as pessoas perceberem que "ser é mais que ter". "Ser" defensor do meio-ambiente é mais importante do que "ter" seios e bumbum fartos devido as próteses de silicone.
Precisamos rever nossos conceitos, pois quando assistimos essa palhaçada sexual toda que a mídia joga na nossa cara, sem questionarmos, estamos a favor do que está aí. Temos que ser mais críticos e escolher melhor o que entra em nossas casas e em nossos corações.
O pior, ao meu ver, é que muitos atores se sentem constrangidos com tudo isso. A bela Cristiana Oliveira, eterna Juma de Pantanal, comentou certa vez que a nudez só é válida, quando supera a importância da história. Concordo com ela. Quando Juma aparecia sem roupa na novela era porque, a personagem vivia no mato e aparecia nua durante o banho de rio. Mas, promover cenas banais de sexo, simplesmente, por audiência, sem se preocupar mais com a história ou com quem estará assistindo as cenas, é no mínimo questionável.
O ator Pedro Cardoso, da Grande Família, até mobilizou os artistas contra essa onda de que, pelado, o ator consegue promover filmes, novelas entre outros. É absurdo! Fernanda Montenegro leva o público as lágrimas com interpretações marcantes nas quais, em nenhum momento, aproveita-se da nudez da atriz. A cena mais famosa de Carolina Dieckmann, focalizou apenas o rosto da artista, enquanto raspava o cabelo.
Se é para levar sexo banal para a TV, basta divulgar os filmes pornôs. Para que filmarem novas obras? A produção de pornografia está cada vez maior. Será que logo veremos novelas na sessão de filmes eróticos das locadoras de dvds?
E o mais triste é que o sexo está em alta mesmo. A mídia só fala disso. Ensinam que o ato sexual resolve todos os problemas. Para que usar cremes caros no rosto, ler bons livros, praticar a autoestima, preocupar-se com a espiritualidade? Bobagem! Basta transar com a primeira pessoa que passar pelo seu caminho.
É absurdo demais!
O Brasil é só um dos lugares que exaltam a indecência. A Finlândia por exemplo, promoveu um jogo de rúgbi, no qual os homens jogaram pelados contra mulheres. Estas últimas vestidas. O Mar Morto serviu de fundo para a cena de várias pessoas que entraram na água, peladas, em nome da consciência ambiental. E ainda querem dizer que é por boa causa. Recentemente, no Brasil, surfistas participaram de campeonato, pelados. Vemos belas mulheres autografando suas fotos de nú em seção de autógrafos promovidas pelas revistas de conteúdo adulto. Onde vamos parar?
Talvez, o excesso de nudez favoreça o surgimento do encanto pelo pudor. A História do Mundo tem muito disso. Em Roma o bacanal, com nudez e bizarrices era normal. Com o Cristianismo tudo acabou. Na idade média, as pessoas se vestiam com muito tecido. As mulheres usavam várias peças por baixo do vestido. Nem o tornozelo podia ser mostrado. E como tudo na vida tem seus altos e baixo, pode ser que a nudez perca um pouco do interesse público.
Quem sabe isso acontecerá quando as pessoas perceberem que "ser é mais que ter". "Ser" defensor do meio-ambiente é mais importante do que "ter" seios e bumbum fartos devido as próteses de silicone.
Precisamos rever nossos conceitos, pois quando assistimos essa palhaçada sexual toda que a mídia joga na nossa cara, sem questionarmos, estamos a favor do que está aí. Temos que ser mais críticos e escolher melhor o que entra em nossas casas e em nossos corações.
quinta-feira, setembro 01, 2011
125º Aniversário de Tarsila do Amaral
Mais do que merecida, a homenagem da Google é para a artista plástica, Tarsila do Amaral, que escreveu seu nome na história com as cores alegres do Brasil.
Tarsila do Amaral nasceu em 1 de setembro de 1886, no Município de Capivari, interior do Estado de São Paulo. Filha do fazendeiro José Estanislau do Amaral e de Lydia Dias de Aguiar do Amaral, passou a infância nas fazendas de seu pai. Estudou em São Paulo, no Colégio Sion e depois em Barcelona, na Espanha, onde fez seu primeiro quadro, 'Sagrado Coração de Jesus', 1904. Quando voltou, casou-se com André Teixeira Pinto, com quem teve a única filha, Dulce.
Em 1926, Tarsila fez sua primeira Exposição individual em Paris, com uma crítica bem favorável. Neste mesmo ano, ela casou-se com o segundo marido, Oswald de Andrade.
Em janeiro de 1928, Tarsila presenteou Oswald de Andrade com um quadro. Oswald ficou impressionado. Ele e o amigo e escritor Raul Bopp, acharam que parecia uma figura indígena, antropófaga. Tarsila retirou do dicionário Tupi Guarani do pai e batizou o quadro de Abaporu. Significa homem que come carne humana, o antropófago. E Oswald escreveu o Manifesto Antropófago e fundaram o Movimento Antropofágico. A figura do Abaporu simbolizou o Movimento que queria deglutir, engolir, a cultura européia, que era a cultura vigente na época, e transformá-la em algo bem brasileiro.
Tarsila participou da I Bienal de São Paulo em 1951, teve sala especial na VII Bienal de São Paulo, e participou da Bienal de Veneza em 1964. Em 1969, a mestra em história da arte e curadora Aracy Amaral realizou a Exposição, 'Tarsila 50 anos de pintura'.
Tarsila faleceu em janeiro de 1973. A filha faleceu antes dela, em 1966.
Fonte: www.tarsiladoamaral.com.br
quarta-feira, agosto 24, 2011
112º Aniversário Jorge Luís Borges
Desta vez, o Google homenageia o escritor argentino, Jorge Luís Borges.
Jorge Luís Borges nasceu em 1899 na cidade de Buenos Aires, capital da Argentina e faleceu em Genebra, no ano de 1986. É considerado o maior poeta argentino de todos os tempos e é, sem dúvida, um dos mais importantes escritores da literatura mundial.
Disponível em: http://www.releituras.com/jlborges_menu.asp
É do mesmo site o texto abaixo.
Uma oração
Minha boca pronunciou e pronunciará, milhares de vezes e nos dois idiomas que me são íntimos, o pai-nosso, mas só em parte o entendo. Hoje de manhã, dia primeiro de julho de 1969, quero tentar uma oração que seja pessoal, não herdada. Sei que se trata de uma tarefa que exige uma sinceridade mais que humana. É evidente, em primeiro lugar, que me está vedado pedir. Pedir que não anoiteçam meus olhos seria loucura; sei de milhares de pessoas que vêem e que não são particularmente felizes, justas ou sábias. O processo do tempo é uma trama de efeitos e causas, de sorte que pedir qualquer mercê, por ínfima que seja, é pedir que se rompa um elo dessa trama de ferro, é pedir que já se tenha rompido. Ninguém merece tal milagre. Não posso suplicar que meus erros me sejam perdoados; o perdão é um ato alheio e só eu posso salvar-me. O perdão purifica o ofendido, não o ofensor, a quem quase não afeta. A liberdade de meu arbítrio é talvez ilusória, mas posso dar ou sonhar que dou. Posso dar a coragem, que não tenho; posso dar a esperança, que não está em mim; posso ensinar a vontade de aprender o que pouco sei ou entrevejo. Quero ser lembrado menos como poeta que como amigo; que alguém repita uma cadência de Dunbar ou de Frost ou do homem que viu à meia-noite a árvore que sangra, a Cruz, e pense que pela primeira vez a ouviu de meus lábios. O restante não me importa; espero que o esquecimento não demore. Desconhecemos os desígnios do universo, mas sabemos que raciocinar com lucidez e agir com justiça é ajudar esses desígnios, que não nos serão revelados.
Quero morrer completamente; quero morrer com este companheiro, meu corpo.
É possível saber mais sobre Jorge Luís Borges no endereço: http://educacao.uol.com.br/biografias/jorge-luis-borges.jhtm
Jorge Luís Borges nasceu em 1899 na cidade de Buenos Aires, capital da Argentina e faleceu em Genebra, no ano de 1986. É considerado o maior poeta argentino de todos os tempos e é, sem dúvida, um dos mais importantes escritores da literatura mundial.
Disponível em: http://www.releituras.com/jlborges_menu.asp
É do mesmo site o texto abaixo.
Uma oração
Minha boca pronunciou e pronunciará, milhares de vezes e nos dois idiomas que me são íntimos, o pai-nosso, mas só em parte o entendo. Hoje de manhã, dia primeiro de julho de 1969, quero tentar uma oração que seja pessoal, não herdada. Sei que se trata de uma tarefa que exige uma sinceridade mais que humana. É evidente, em primeiro lugar, que me está vedado pedir. Pedir que não anoiteçam meus olhos seria loucura; sei de milhares de pessoas que vêem e que não são particularmente felizes, justas ou sábias. O processo do tempo é uma trama de efeitos e causas, de sorte que pedir qualquer mercê, por ínfima que seja, é pedir que se rompa um elo dessa trama de ferro, é pedir que já se tenha rompido. Ninguém merece tal milagre. Não posso suplicar que meus erros me sejam perdoados; o perdão é um ato alheio e só eu posso salvar-me. O perdão purifica o ofendido, não o ofensor, a quem quase não afeta. A liberdade de meu arbítrio é talvez ilusória, mas posso dar ou sonhar que dou. Posso dar a coragem, que não tenho; posso dar a esperança, que não está em mim; posso ensinar a vontade de aprender o que pouco sei ou entrevejo. Quero ser lembrado menos como poeta que como amigo; que alguém repita uma cadência de Dunbar ou de Frost ou do homem que viu à meia-noite a árvore que sangra, a Cruz, e pense que pela primeira vez a ouviu de meus lábios. O restante não me importa; espero que o esquecimento não demore. Desconhecemos os desígnios do universo, mas sabemos que raciocinar com lucidez e agir com justiça é ajudar esses desígnios, que não nos serão revelados.
Quero morrer completamente; quero morrer com este companheiro, meu corpo.
É possível saber mais sobre Jorge Luís Borges no endereço: http://educacao.uol.com.br/biografias/jorge-luis-borges.jhtm
segunda-feira, agosto 22, 2011
As crianças estão mais estúpidas do que nunca
Um novo estudo mostra que a atual ênfase colocada na memorização e em fazer provas está deixando as crianças menos criativas e mais estúpidas do que nunca.
Os pesquisadores analisaram vários “testes de criatividade” para identificar tendências. Um estudo de 2010 com cerca de 300.000 testes de criatividade que remonta à década de 1970, feito por Kyung Hee Kim, descobriu que a criatividade diminuiu entre as crianças americanas nos últimos anos.
Segundo Kim, a partir de 1990, as crianças tornaram-se menos capazes de produzir ideias originais e inusitadas. Elas também ficaram menos humorísticas, menos imaginativas e menos capazes de elaborar melhor as ideias.
Em resumo, os miúdos são agora menos capazes de exibir padrões de pensamento divergentes (criar ideias novas e originais) e no jogo imaginativo. Mas, por mais tentador que seja, não podemos culpar os pais ou os próprios filhos; os culpados são outros preferidos nossos: os políticos.
Por exemplo, Kim mencionou o programa americano “Nenhuma criança deixada pra trás” (tradução livre, No Child Left Behind), um ato que o Congresso dos EUA aprovou em 2001 e que obriga as escolas a administrar anualmente testes padronizados, como forma de avaliar se estão cumprindo as normas de educação do estado.
Isso pode ser parcialmente responsável pela queda da criatividade. “Se nos focarmos apenas em teste, teste, teste, como a criatividade pode sobreviver?”, disse Kim.
Testes padronizados forçam as crianças a pensar na aprendizagem como uma missão: de dar a resposta que o professor procura, e não de criar respostas alternativas, imaginativas, ou explorar outras maneiras de resolver um problema.
Como os professores também estão sob pressão para produzir testes que passem os estudantes, a criatividade fica marginalizada.
Outros culpados podem ser o aumento do período que as crianças passam assistindo TV, uma atividade passiva que não requer interações com os outros.
A falta de criatividade em estudantes também afeta o estilo de aprendizagem nas universidades. Os professores comentam que os estudantes se sentem prejudicados se você fizer-lhes uma pergunta que não é baseada em fatos ou na leitura. Outros têm observado que muitos alunos fazem careta de medo quando se pede que eles combinem ideias de várias fontes, para extrapolar conclusões.
E como podemos combater essa situação? Cultivando a criatividade. Segundo os cientistas, devemos incentivar as crianças a serem estranhas. Explorar respostas pouco ortodoxas, que podem levar a mais conhecimento. E, principalmente, desligar a TV e acompanhar – e lutar pelas – políticas educacionais do país.
Original em inglês disponível em: http://jezebel.com/5830670/modern-society-making-kids-uncreative-and-stuff
Os pesquisadores analisaram vários “testes de criatividade” para identificar tendências. Um estudo de 2010 com cerca de 300.000 testes de criatividade que remonta à década de 1970, feito por Kyung Hee Kim, descobriu que a criatividade diminuiu entre as crianças americanas nos últimos anos.
Segundo Kim, a partir de 1990, as crianças tornaram-se menos capazes de produzir ideias originais e inusitadas. Elas também ficaram menos humorísticas, menos imaginativas e menos capazes de elaborar melhor as ideias.
Em resumo, os miúdos são agora menos capazes de exibir padrões de pensamento divergentes (criar ideias novas e originais) e no jogo imaginativo. Mas, por mais tentador que seja, não podemos culpar os pais ou os próprios filhos; os culpados são outros preferidos nossos: os políticos.
Por exemplo, Kim mencionou o programa americano “Nenhuma criança deixada pra trás” (tradução livre, No Child Left Behind), um ato que o Congresso dos EUA aprovou em 2001 e que obriga as escolas a administrar anualmente testes padronizados, como forma de avaliar se estão cumprindo as normas de educação do estado.
Isso pode ser parcialmente responsável pela queda da criatividade. “Se nos focarmos apenas em teste, teste, teste, como a criatividade pode sobreviver?”, disse Kim.
Testes padronizados forçam as crianças a pensar na aprendizagem como uma missão: de dar a resposta que o professor procura, e não de criar respostas alternativas, imaginativas, ou explorar outras maneiras de resolver um problema.
Como os professores também estão sob pressão para produzir testes que passem os estudantes, a criatividade fica marginalizada.
Outros culpados podem ser o aumento do período que as crianças passam assistindo TV, uma atividade passiva que não requer interações com os outros.
A falta de criatividade em estudantes também afeta o estilo de aprendizagem nas universidades. Os professores comentam que os estudantes se sentem prejudicados se você fizer-lhes uma pergunta que não é baseada em fatos ou na leitura. Outros têm observado que muitos alunos fazem careta de medo quando se pede que eles combinem ideias de várias fontes, para extrapolar conclusões.
E como podemos combater essa situação? Cultivando a criatividade. Segundo os cientistas, devemos incentivar as crianças a serem estranhas. Explorar respostas pouco ortodoxas, que podem levar a mais conhecimento. E, principalmente, desligar a TV e acompanhar – e lutar pelas – políticas educacionais do país.
Original em inglês disponível em: http://jezebel.com/5830670/modern-society-making-kids-uncreative-and-stuff
quarta-feira, agosto 17, 2011
Século XIX - E parece que foi ontem
1808
Impresso em Londres, por Hipólito da Costa, o Correio Braziliense é o primeiro jornal em língua portuguesa a circular no Brasil.
Instala-se na Bahia o ensino médico.
É fundado o Banco do Brasil.
Tem início a Polícia Militar do Rio de Janeiro.
Tem início a organização da limpeza das ruas
1809
D. Carlota Joaquina prefere morar numa chácara, em Botafogo, cujo dono era o filho de Chica da Silva e do contratador português João Fernandes, João Fernandes Filho.
1822
D. Pedro proclama a Independência do Brasil, tornado-se o primeiro Imperador do Brasil com o título de D. Pedro I.
1823
O Decreto de 1º de março criava no Rio de Janeiro uma escola baseada no método lancasteriano ou de ensino mútuo. Ou seja, somente um professor para cada escola.
1824
A primeira Constituição brasileira, outorgada pela Assembléia Constituinte, dizia, no seu artigo 179, que a instrução primária era gratuita a todos os cidadãos.
A Rua Direita é a primeira a ser numerada e ter organizada a mão e contramão.
1826
É instalada a Academia Imperial das Belas-Artes, com o nome Escola de Artes.
1827
Começa a circular o Jornal do Commercio.
É criado o Observatório Astronômico, o primeiro na América do Sul.
É criado o Real Gabinete Português de Leitura, no Rocio, atual Largo de São Francisco.
São criados os cursos de Direito de São Paulo e Olinda
1827
Uma Lei Geral, de 15 de outubro, dispõe sobre as escolas de primeiras letras, fixando-lhes o currículo, a implantação do Ensino Mútuo e institui o ensino primário para o sexo feminino.
1828
Os jornais publicam diversos anúncios sobre compra e venda, aluguéis e fugas de escravos. Entre esses, o Jornal do Commércio, um ano após sua fundação, no dia 24 de abril, já publicava: "Vende-se huma preta da nação Mina, de todo o serviço dentro de e fora de huma casa; quem pretender comprar dirija-se ao Rocio da Cidade Nova, casa n. 23 para tratar do seu ajuste".
1830
Uma Resolução do Senado declara livres os índios selvagens prisioneiros de guerra escravizados.
1831
Uma Lei declara livres todos os escravos que entrassem no Brasil após esta data.
1832
A nau Beagle atraca no porto do Rio de Janeiro, em 5 de abril, trazendo à bordo Charles Darwin.
1833
O Jornal do Commércio publica, em 12 de fevereiro: "Vende-se na prisão do Calabouço, hum moleque de 14 anos, oficial alfaiate, bonita figura, não tem moléstias, nem vícios, e só vende-se por não querer servir a seu Sr.".
1834
É proclamado o primeiro Código de Posturas Urbanas.
1836
É criado o serviço dos Guardas Urbanos.
1837
Inicia-se o sistema de transportes, ligando o Centro a São Cristóvão, Engenho Velho e Botafogo. Os omnibus, expressão francesa, eram puxados a muares.
1843
O Diário do Rio de Janeiro publica, em 13 de abril: "Vende-se uma linda e elegante mucama de 18 a 20 anos, é boa costureira, perita engomadeira, cozinha de forno, é boa doceira, apronta e serve a um chá com delicadeza, penteia e veste uma senhora: motivo da venda se dirá: na rua do Regente, n. 53".
1844
A barca Especuladora, que fazia travessia Rio-Niterói explode, vitimando várias pessoas.
1848
O comerciante Carlos Le Blond compra uma chácara no bairro que terá seu nome: Leblon.
O português José Paredes sai pela primeira vez às ruas tocando um bumbo, criando o personagem Zé Pereira.
1849
Gonçalves Dias, encarregado de estudar as condições do ensino nas Províncias do Norte dizia que "os nossos liceus são escolas preparatórias da academia e escolas más".
1850
A Lei Eusébio de Queiroz acaba com o tráfico de escravos.
1851
Apresenta-se na cidade a dançarina Marietta Baderna. Seus admiradores promoveram grandes algazarras nas ruas, dando origem ao nome baderna para se referir a bagunça.
1854
O Decreto 1331A, de 17 de fevereiro, reforma os ensinos primário e secundário, exigindo professores credenciados e a volta da fiscalização oficial; cria a Inspetoria Geral da Instrução Primária e Secundária.
1856
É criado o Instituto de Surdos-Mudos, na Rua Municipal, esquina da Rua Beneditino.
1857
José de Alencar lança a sua peça O demônio familiar, onde trata de um escravo de estimação que, por meio de intrigas, promove a discórdia.
No Rio Grande do Sul, no Colégio de Artes Mecânicas, a lei mandava recusar matrículas às crianças de cor preta e aos escravos e pretos, "ainda que libertos e livres".
1871
A Lei do Ventre Livre liberta os filhos de escravos.
1879
O Senador Oliveira Junqueira dizia: "certas matérias, talvez, não sejam convenientes para o pobre; o menino pobre deve ter noções muito simples".
1885
A Lei Saraiva-Cotegipe ou a Lei dos Sexagenários torna livres os escravos com mais de 60 anos.
1888
A Lei Áurea abole a escravidão no Brasil.
1897
O Morro da Providência passa a ser conhecido como Morro da Favela, já que começou a ser habitado pelos militares de baixa hierarquia retornados da Guerra de Canudos. Favela era uma planta típica da região de Canudos e, daí, surge o nome favela para denominar as habitações pobres localizada nos morros.
Disponível em:
http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/hrsxix.htm
Impresso em Londres, por Hipólito da Costa, o Correio Braziliense é o primeiro jornal em língua portuguesa a circular no Brasil.
Instala-se na Bahia o ensino médico.
É fundado o Banco do Brasil.
Tem início a Polícia Militar do Rio de Janeiro.
Tem início a organização da limpeza das ruas
1809
D. Carlota Joaquina prefere morar numa chácara, em Botafogo, cujo dono era o filho de Chica da Silva e do contratador português João Fernandes, João Fernandes Filho.
1822
D. Pedro proclama a Independência do Brasil, tornado-se o primeiro Imperador do Brasil com o título de D. Pedro I.
1823
O Decreto de 1º de março criava no Rio de Janeiro uma escola baseada no método lancasteriano ou de ensino mútuo. Ou seja, somente um professor para cada escola.
1824
A primeira Constituição brasileira, outorgada pela Assembléia Constituinte, dizia, no seu artigo 179, que a instrução primária era gratuita a todos os cidadãos.
A Rua Direita é a primeira a ser numerada e ter organizada a mão e contramão.
1826
É instalada a Academia Imperial das Belas-Artes, com o nome Escola de Artes.
1827
Começa a circular o Jornal do Commercio.
É criado o Observatório Astronômico, o primeiro na América do Sul.
É criado o Real Gabinete Português de Leitura, no Rocio, atual Largo de São Francisco.
São criados os cursos de Direito de São Paulo e Olinda
1827
Uma Lei Geral, de 15 de outubro, dispõe sobre as escolas de primeiras letras, fixando-lhes o currículo, a implantação do Ensino Mútuo e institui o ensino primário para o sexo feminino.
1828
Os jornais publicam diversos anúncios sobre compra e venda, aluguéis e fugas de escravos. Entre esses, o Jornal do Commércio, um ano após sua fundação, no dia 24 de abril, já publicava: "Vende-se huma preta da nação Mina, de todo o serviço dentro de e fora de huma casa; quem pretender comprar dirija-se ao Rocio da Cidade Nova, casa n. 23 para tratar do seu ajuste".
1830
Uma Resolução do Senado declara livres os índios selvagens prisioneiros de guerra escravizados.
1831
Uma Lei declara livres todos os escravos que entrassem no Brasil após esta data.
1832
A nau Beagle atraca no porto do Rio de Janeiro, em 5 de abril, trazendo à bordo Charles Darwin.
1833
O Jornal do Commércio publica, em 12 de fevereiro: "Vende-se na prisão do Calabouço, hum moleque de 14 anos, oficial alfaiate, bonita figura, não tem moléstias, nem vícios, e só vende-se por não querer servir a seu Sr.".
1834
É proclamado o primeiro Código de Posturas Urbanas.
1836
É criado o serviço dos Guardas Urbanos.
1837
Inicia-se o sistema de transportes, ligando o Centro a São Cristóvão, Engenho Velho e Botafogo. Os omnibus, expressão francesa, eram puxados a muares.
1843
O Diário do Rio de Janeiro publica, em 13 de abril: "Vende-se uma linda e elegante mucama de 18 a 20 anos, é boa costureira, perita engomadeira, cozinha de forno, é boa doceira, apronta e serve a um chá com delicadeza, penteia e veste uma senhora: motivo da venda se dirá: na rua do Regente, n. 53".
1844
A barca Especuladora, que fazia travessia Rio-Niterói explode, vitimando várias pessoas.
1848
O comerciante Carlos Le Blond compra uma chácara no bairro que terá seu nome: Leblon.
O português José Paredes sai pela primeira vez às ruas tocando um bumbo, criando o personagem Zé Pereira.
1849
Gonçalves Dias, encarregado de estudar as condições do ensino nas Províncias do Norte dizia que "os nossos liceus são escolas preparatórias da academia e escolas más".
1850
A Lei Eusébio de Queiroz acaba com o tráfico de escravos.
1851
Apresenta-se na cidade a dançarina Marietta Baderna. Seus admiradores promoveram grandes algazarras nas ruas, dando origem ao nome baderna para se referir a bagunça.
1854
O Decreto 1331A, de 17 de fevereiro, reforma os ensinos primário e secundário, exigindo professores credenciados e a volta da fiscalização oficial; cria a Inspetoria Geral da Instrução Primária e Secundária.
1856
É criado o Instituto de Surdos-Mudos, na Rua Municipal, esquina da Rua Beneditino.
1857
José de Alencar lança a sua peça O demônio familiar, onde trata de um escravo de estimação que, por meio de intrigas, promove a discórdia.
No Rio Grande do Sul, no Colégio de Artes Mecânicas, a lei mandava recusar matrículas às crianças de cor preta e aos escravos e pretos, "ainda que libertos e livres".
1871
A Lei do Ventre Livre liberta os filhos de escravos.
1879
O Senador Oliveira Junqueira dizia: "certas matérias, talvez, não sejam convenientes para o pobre; o menino pobre deve ter noções muito simples".
1885
A Lei Saraiva-Cotegipe ou a Lei dos Sexagenários torna livres os escravos com mais de 60 anos.
1888
A Lei Áurea abole a escravidão no Brasil.
1897
O Morro da Providência passa a ser conhecido como Morro da Favela, já que começou a ser habitado pelos militares de baixa hierarquia retornados da Guerra de Canudos. Favela era uma planta típica da região de Canudos e, daí, surge o nome favela para denominar as habitações pobres localizada nos morros.
Disponível em:
http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/hrsxix.htm
quarta-feira, agosto 10, 2011
A Violência Está Dominando o Mundo
O que vemos nos últimos dias assusta. A crise assolando todos os continentes, e como se isso já não fosse o suficiente, pessoas inconsequentes destroem Londres. Que disparate! Se os ingleses já sofrem com a crise, imagina agora que precisarão reconstruir a cidade. Absurdos, a parte, por outro lado temos os chilenos saindo à rua para protestar por educação de qualidade. Isso sim, é luta de valor. A Educação é uma das ferramentas que podem mudar o mundo para melhor. Enquanto, que no Brasil, os professores lutam por melhores salários, numa Educação que pede ajuda.
É o povo fazendo valer a sua voz.
É o povo fazendo valer a sua voz.
quinta-feira, agosto 04, 2011
102º Aniversário de Roberto Burle Marx
Mais uma vez, o Google homenageia uma celebridade. Desta vez, o artista, Roberto Burle Marx, foi lembrado.
A participação de Marx na definição da Arquitetura Moderna Brasileira foi fundamental, onde tomou parte nas equipes responsáveis por diversos projetos célebres. O terraço-jardim que projetou para o Edifício Gustavo Capanema é considerado um marco de ruptura no paisagismo brasileiro. Definido por vegetação nativa e formas sinuosas, o jardim (com espaços contemplativos e de estar) possuía uma configuração inédita no país e no mundo.
Ele era o quarto filho de Cecília Burle (de origem pernambucana e francesa) e de Wilhelm Marx, judeu alemão, nascido em Stuttgart e criado em Trier. A mãe, exímia pianista e cantora, despertou nos filhos o amor pela música e pelas plantas. O pai, homem culto, amante da música erudita e da literatura européia, era preocupado com a educação dos filhos, aos quais ensinou alemão, embora se dedicasse aos negócios, como comerciante de couros, num curtume que mantinha em São Paulo.
Quando os negócios começam a ir mal, mudaram-se para o Rio de Janeiro em 1913. A família viveu um tempo em casa de familiares e quando a nova empresa de exportação e importação de couros de Wilhelm Marx começava a ter resultados positivos, finalmente se mudaram para um casarão no Leme, Burle Marx, então com 8 anos, começou a própria coleção de plantas e a cultivar mudas.
Aos 19 anos, Burle Marx teve um problema nos olhos e a família se mudou para Alemanha em busca de tratamento. Permaneceram na Alemanha de 1928 a 1929, onde Burle Marx entrou em contato com as vanguardas artísticas. Lá conheceu um Jardim Botânico, com uma estufa de vegetação brasileira, pela qual ficou fascinado.
As diversas exposições que visitou e, dentre as mais importantes a de Picasso, Matisse, Paul Klee e Van Gogh, causaram nele grande impressão, levando-o à estudar pintura. Durante a estada na Alemanha, Burle Marx estudou pintura no ateliê de Degner Klemn. De volta ao Rio de Janeiro, em 1930, Lucio Costa, que era amigo e vizinho dele do Leme, o incentivou a ingressar na Escola Nacional de Belas Artes, atual Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Marx conviveu na universidade com aqueles que se tornariam reconhecidos na arquitetura moderna brasileira: Oscar Niemeyer, Hélio Uchôa, Milton Roberto, entre outros.
Durante os anos 1930 foi diretor do Departamento de Parques e Jardins de Pernambuco, onde ainda lidava com um trabalho de inspiração levemente eclética. Nesse cargo, fez uso intenso da vegetação nativa nacional e começou a ganhar certo renome, sendo convidado a projetar os jardins do Edifício Gustavo Capanema (então Ministério da Educação e da Saúde.
A participação de Marx na definição da Arquitetura Moderna Brasileira foi fundamental, onde tomou parte das equipes responsáveis por diversos projetos célebres. O terraço-jardim que projetou para o Edifício Gustavo Capanema é considerado um marco de ruptura no paisagismo brasileiro. Definido por vegetação nativa e formas sinuosas, o jardim (com espaços contemplativos e de estar) possuía uma configuração inédita no país e no mundo.
A partir daí, Burle Marx passou a trabalhar com uma linguagem bastante orgânica e evolutiva, identificando-a com vanguardas artísticas como a arte abstrata, o concretismo, o construtivismo, entre outras. As plantas baixas de projetos dele lembram em muitas vezes telas abstratas, nas quais os espaços criados privilegiam a formação de recantos e caminhos através dos elementos de vegetação nativa.
Roberto Burle Marx foi um dos maiores paisagistas do nosso século, distinguido e premiado internacionalmente. Artista de múltiplas artes, foi também, desenhista, pintor, tapeceiro, ceramista, escultor, pesquisador, cantor e criador de jóias, sensibilidades que conferiram características específicas a toda a obra dele.
Em 1949, com a compra de um sítio de 365.000 m2, em Barra de Guaratiba, no Rio de Janeiro, organizou uma grande coleção de plantas. Em 1985 doou esse Sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.
Em 1955 fundou a empresa BURLE MARX & CIA LTDA., pela qual passou a elaborar projetos de paisagismo, fazer a execução e manutenção de jardins residenciais e públicos, com a colaboração do arquiteto Haruyoshi Ono.
http://chutzpah.typepad.com/slow_movement/2009/01/iht-landscapes-designed-with-the-vision-of-an-artist.html
Fonte: NDVale
A participação de Marx na definição da Arquitetura Moderna Brasileira foi fundamental, onde tomou parte nas equipes responsáveis por diversos projetos célebres. O terraço-jardim que projetou para o Edifício Gustavo Capanema é considerado um marco de ruptura no paisagismo brasileiro. Definido por vegetação nativa e formas sinuosas, o jardim (com espaços contemplativos e de estar) possuía uma configuração inédita no país e no mundo.
Ele era o quarto filho de Cecília Burle (de origem pernambucana e francesa) e de Wilhelm Marx, judeu alemão, nascido em Stuttgart e criado em Trier. A mãe, exímia pianista e cantora, despertou nos filhos o amor pela música e pelas plantas. O pai, homem culto, amante da música erudita e da literatura européia, era preocupado com a educação dos filhos, aos quais ensinou alemão, embora se dedicasse aos negócios, como comerciante de couros, num curtume que mantinha em São Paulo.
Quando os negócios começam a ir mal, mudaram-se para o Rio de Janeiro em 1913. A família viveu um tempo em casa de familiares e quando a nova empresa de exportação e importação de couros de Wilhelm Marx começava a ter resultados positivos, finalmente se mudaram para um casarão no Leme, Burle Marx, então com 8 anos, começou a própria coleção de plantas e a cultivar mudas.
Aos 19 anos, Burle Marx teve um problema nos olhos e a família se mudou para Alemanha em busca de tratamento. Permaneceram na Alemanha de 1928 a 1929, onde Burle Marx entrou em contato com as vanguardas artísticas. Lá conheceu um Jardim Botânico, com uma estufa de vegetação brasileira, pela qual ficou fascinado.
As diversas exposições que visitou e, dentre as mais importantes a de Picasso, Matisse, Paul Klee e Van Gogh, causaram nele grande impressão, levando-o à estudar pintura. Durante a estada na Alemanha, Burle Marx estudou pintura no ateliê de Degner Klemn. De volta ao Rio de Janeiro, em 1930, Lucio Costa, que era amigo e vizinho dele do Leme, o incentivou a ingressar na Escola Nacional de Belas Artes, atual Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Marx conviveu na universidade com aqueles que se tornariam reconhecidos na arquitetura moderna brasileira: Oscar Niemeyer, Hélio Uchôa, Milton Roberto, entre outros.
Durante os anos 1930 foi diretor do Departamento de Parques e Jardins de Pernambuco, onde ainda lidava com um trabalho de inspiração levemente eclética. Nesse cargo, fez uso intenso da vegetação nativa nacional e começou a ganhar certo renome, sendo convidado a projetar os jardins do Edifício Gustavo Capanema (então Ministério da Educação e da Saúde.
A participação de Marx na definição da Arquitetura Moderna Brasileira foi fundamental, onde tomou parte das equipes responsáveis por diversos projetos célebres. O terraço-jardim que projetou para o Edifício Gustavo Capanema é considerado um marco de ruptura no paisagismo brasileiro. Definido por vegetação nativa e formas sinuosas, o jardim (com espaços contemplativos e de estar) possuía uma configuração inédita no país e no mundo.
A partir daí, Burle Marx passou a trabalhar com uma linguagem bastante orgânica e evolutiva, identificando-a com vanguardas artísticas como a arte abstrata, o concretismo, o construtivismo, entre outras. As plantas baixas de projetos dele lembram em muitas vezes telas abstratas, nas quais os espaços criados privilegiam a formação de recantos e caminhos através dos elementos de vegetação nativa.
Roberto Burle Marx foi um dos maiores paisagistas do nosso século, distinguido e premiado internacionalmente. Artista de múltiplas artes, foi também, desenhista, pintor, tapeceiro, ceramista, escultor, pesquisador, cantor e criador de jóias, sensibilidades que conferiram características específicas a toda a obra dele.
Em 1949, com a compra de um sítio de 365.000 m2, em Barra de Guaratiba, no Rio de Janeiro, organizou uma grande coleção de plantas. Em 1985 doou esse Sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.
Em 1955 fundou a empresa BURLE MARX & CIA LTDA., pela qual passou a elaborar projetos de paisagismo, fazer a execução e manutenção de jardins residenciais e públicos, com a colaboração do arquiteto Haruyoshi Ono.
http://chutzpah.typepad.com/slow_movement/2009/01/iht-landscapes-designed-with-the-vision-of-an-artist.html
Fonte: NDVale
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